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A história da Assembléia de Deus em Parnaíba - V

Publicado por theoway O CAMINHO | quarta-feira, 4 de agosto de 2010 | 22:19

Chegamos ao fim da panoramização sobre o as atividades iníciais da AD parnaibana; esse ponto não poderia ser outro senão o que fez essa igreja ser a maior igreja evangélica brasileira, a missão. Embora o presbítero José Pereirra Neto na época não fosse missionário da igreja, mas como trabalhava na SUCAN e tinha possibilidade de falar com pessoas que nunca haviam ouvido falar sobre o Evangelho de Cristo, passou a evangelizar o "Morro da Mariana" localidade vizinha de Parnaíba.Com todo o eflúvio do Espírito, na década de 60, chega ao Morro da Mariana, atual Ilha Grande de Santa Isabel, o irmão José Pereira Neto. Embora muito empolgado em anunciar a Verdade, diz ele, que passaram três árduos anos sem haver grandes resultados. O missionário pensou em diversos meios para que os habitantes daquela localidade observasse a

sua mensagem. Foi ao pr. Plínio e solicitou a realização dum batismo no rio Garapé (rio que, na época, cortava a estrada de entrada no Morro da Mariana). O dia foi marcado. Quando chegou a data juntou uma aglomeração de pessoas à eira do rio, pois nunca tinham visto como eram que os crentes se batizavam. Nesse dia foram batizadas seis pessoas de Parnaíba. A partir desse dia as pessoas passaram a aceitar a fé em Cristo.

Uma das maiores dificuldades da igreja, nesse povoado, foi a construção do templo. O dono da casa onde a igreja estava instalada pediu a desapropriação do seu estabelecimento. Os irmãos, agora, tinham certeza que havia chegado a hora de construir. Mas, em qual lugar?                             
                                                                     
Estava passeando por ali a irmã Maria da Conceição, cuja residência ficava no Maranhão, ela possuía um lote de terra naquele povoado. A irmã Cassiana Galeno recebeu uma revelação em sonhos, o qual viu uma língua de fogo descendo do céu e pousando no terreno da irmã Maria da Conceição. Ao saber da revelação a irmã entendeu que em seu terreno deveria ser construído o templo da Assembléia de Deus.

A estrada de ligação entre Parnaíba e aquele povoamento era precária. O caminhão responsável pelo transporte do material era impedido de chegar até a construção, deixando o mesmo a uma longa distância. Lembra o presbítero José  Pereira Neto que não foram poucas vezes que, após o culto, irmãos e irmãs, uns com jumentos, outros com bicicletas, outros com lata na cabeça, ou com as próprias mãos iam buscar tijolos, areia, pedras, telhas, etc. O trabalho foi hostil e causticante, porém, foi realizado. Hoje quando se vai a cidade de Ilha grande se pode ver, naquela curva, o templo, resultado de interesse.

Ao tempo de sair desse campo o irmão José Pereira deixou como auxiliares locais os irmãos: Pacheco, Francisco, Alcides, Bernardo Teles, Carlos Teles, Chico Justo e Luiz Galeno.
 
Em nossas considerações finais dizemos que a igreja é um organismo concatenado de atuações do Espírito. Todos devem observar, pelos relatos deste documentário, que os primitivos obreiros da AD neste município sabiam disso, eis a razão de saírem desbravando cidades e povoados, muitas das vezes, sem dinheiro, a pé, sem dormida, em perseguição, todavia, eles esvaiam-se de deleites elementares da sociedade para espelhar e transmitir a Cristo. Peçamos a Deus a mesma fé desses homens, já que, verdadeiramente, viviam pela fé.

A história da AD - Parnaíba tem muito o quê ser resgatada e pensadamente construída por esta geração. Assim, não se propõe um patriotismo denominacional, a querença está além, está num amor comum que vincule nossa fé à nossa identidade. É como se tentar chegar ao topo duma árvore sem antes conhecer suas estruturas iniciais para a escalada. Numa sociedade desvalida e montada por satanás e suas miríades infernais, nada de bom e de instrumento eficaz se tem, senão o evangelho de Jesus. Sem essa Graça não há igreja militante, antes um ajuntamento de enganados capazes de morrerem por aquilo que não conhecem.

Saber das experiências do primeiro amor, dos desprendimentos de pastores, que mesmo não sendo homens de letras, se empenhavam por uma linda e gigante causa, nos impeli a reavaliar nosso papel cristão. Nosso desejo, em Cristo, é que nesse novo desafiador milênio possamos  fazer valer  o esforço do Senhor na rude Cruz.
Por Josiel Barros
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