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    quinta-feira, 22 de agosto de 2013

    Bíblia, sem ela não há avivamento

    Bíblia, sem ela não há avivamento
    Texto Bíblico: Js 1.1-8.

    Introdução: – O crescimento é uma lei da vida. Um meio eficaz é o estudo da Palavra de Deus. Os grandes avivamentos, desde o Antigo Testamento, se centralizaram na Palavra de Deus. Sem a Palavra não há avivamento verdadeiro. A nossa confiança de que a Bíblia é a Palavra de Deus e é nossa única regra de fé e prática, faz dela central em qualquer movimento de avivamento.

    Sem que nos voltemos para a Palavra, não experimentaremos o verdadeiro avivamento. Não podemos apenas reformar cultos, sair para as ruas evangelizando, sem que isso seja impulsionado pelo ensino da Bíblia.

    I. Sl  1 – O VALOR DAS ESCRITURAS NA FORMAÇÃO DO CARÁTER.
    As Escrituras são sinônimo de Lei, aqui no Salmo 1. Ele mostra que o homem tem opções entre dois caminhos, que levam a duas atitudes e a duas conseqüências. A chave do Salmo é a busca pela felicidade. A educação religiosa é tarefa de levar o homem a ter uma consciência de escolha e não fazer a escolha por ele. A felicidade não é automática, mas é fruto da vida que começa com uma escolha correta.

    1. O que não se deve fazer para conseguir a felicidade (v. 1,4,5). Há os que escolhem o caminho negativo para a busca da felicidade. Começam por andar no “conselho dos ímpios”, ou seja, aceitando sua forma de pensar. É uma maneira sutil de tentação em que a pessoa é atraída pelas idéias bonitas e convidativas e passa a achá-las naturais e normais. Numa vida em sociedade, com as muitas pressões, as pessoas são pressionadas a pensarem como as outras.

    O que seria um simples aceitar de idéias se aprofunda quando a pessoa “se detém no caminho dos pecadores”, que são aqueles que vivem em rebeldia contra Deus. Deter-se é participar, é exercer atividades e praticar atos que os pecadores praticam sem qualquer arrependimento. Muitos crentes tomam atitudes perigosas quando dizem: “Qual é o problema?. Todo mundo faz isso”. O que começou moldando o pensamento, acabou determinando a ação.

    O caminho ainda está pela metade. Aquele que aceita o padrão dos outros, e pratica os mesmos atos, passa a pertencer ao mesmo grupo. Este é o sentido de “se assenta na roda dos escarnecedores”. A pessoa adota o estilo de vida dos escarnecedores, os quais se constituem nos piores tipos de pessoas em relação à fé, pois são os mais distantes de um verdadeiro arrependimento.

    2. A conseqüência do caminho negativo. – A vida das pessoas que tomam esse caminho é marcada pela instabilidade, conforme se observa no versículo 4: “Moinha” é a palha que voa quando o grão é peneirado. Em vez de frutos, só há palha. Outra marca desse tipo de vida é a condenação (v.5). No juízo não há argumentos para se livrar da condenação. Não só a condenação, como também a alienação é marcas das pessoas que tomam o caminho fácil para a busca da felicidade. “Não subsistirão (…) na congregação dos justos” (v.5). Não participam do verdadeiro valor da comunhão entre as pessoas. A vida dessas pessoas é falsa, porque toda a base é falsa.

    A educação deve levar a pessoa a ter consciência dos riscos da vida negativa para a felicidade. Deve também levar a um amadurecimento de tal forma que a pessoa tome decisões por si mesma e não ceda às pressões de outros. Muitos entram pela via negativa porque não cresceram e amadureceram o suficiente para tomar decisões com liberdade. O alvo da educação religiosa é a liberdade que o indivíduo deve ter nas decisões em questões de fé e vida.

    3. O verdadeiro caminho para a felicidade (v. 2,3,6). – Em primeiro lugar, é ter prazer na Lei do Senhor (v.2; cf sl 119.12-16). É por aí que tudo começa. Não se trata de moldar o caminho pelo próprio esforço e com idéias próprias, mas é viver segundo a Palavra de Deus.  Em vez de se sentir atraído pelos ímpios, pecadores e escarnecedores (v.1), o homem deve sentir alegria na Lei do Senhor. Quando começamos a nos distanciar da Bíblia, a preferir outras coisas ou pessoas, a estarmos em comunhão com os irmãos, estamos em perigo. Em segundo lugar, é preciso meditar na lei do Senhor (v.2). Meditar é torná-la prática na vida. Quando meditamos, estamos moldando o pensar, e isso refletirá muito na qualidade da vida espiritual.

    4. A Conseqüência do caminho positivo. O resultado é uma vida estável (v.3). A “árvore plantada” dá uma idéia de segurança, estabilidade. Será uma vida de equilíbrio também (v.3), pois “dá seu fruto na estação própria e cujas folhas não caem”. Nada acontece fora do tempo de Deus e sem um propósito definido em sua vida. Os sucessos, a prosperidade, são conseqüências de uma vida que procura a felicidade conforme a vontade de Deus. Não se trata de mero sucesso ou prosperidade materiais, mas uma vida cuja felicidade origina-se numa vida de comunhão com Deus.

    Há ainda a visão conseqüente que temos quando meditamos na Palavra de Deus e vivemos segundo ela (v.6). Tanto o “caminho dos justos” como o dos “ímpios”, Deus conhece. Passamos também a conhecê-los pela sabedoria que a Palavra nos dá (cf Sl 72).

    A educação religiosa irá primar pela formação do caráter cristão. Somente pela escolha do caminho da Palavra de Deus é que é possível essa formação. O homem precisa ser contemplado em todas as suas facetas, e todas elas precisam ser redimidas. Só a Palavra de Deus é que poderá, mediante a ação do Espírito Santo, fazer a obra de transformação. O conteúdo da educação é a Palavra.

    II. Sl. 19 – CARACTERÍSTICAS QUE FAZEM A BIBLIA SER SEMPRE ATUAL.

    A partir do Salmo 19. 7-14, vemos as seguintes características:

    1. Perfeita (v.7). – Este é o caráter da Lei de Deus. Não se trata de regras relativas para um dado momento histórico, condicionado pelas circunstâncias. Os princípios da Palavra do Senhor são válidos para todos os tempos e pessoas.

    2. Fiel (v.7) e verdadeira (v.9). A Palavra é confiável. Aquilo que Deus revela é fiel porque foi ele quem revelou, e ele não mente, mas cumpre e confirma sua palavra. Pode o homem esquecer e até desobedecer, mas Deus está comprometido com sua palavra e não deixa que nenhuma de suas promessas fique sem cumprimento. Podemos crer  na Palavra, porque é o Deus verdadeiro e fiel que no-la revela.

    3. Reta (v.8). “Reta” significa moralmente direita, certa. A Palavra não nos conduz ao erro, ao mal. A fonte da revelação é a fonte da perfeição, é o Deus Santo e Perfeito. Aqueles que vivem segundo a Palavra de Deus estão no caminho da retidão, porque estão no caminho do Senhor que revela seu caráter santo e justo em sua Palavra.

    4. Pura (v.8) e limpa (v.9). “Pura” significa sem mistura, legítima. “Limpa” significa, transparente. A Palavra é pura e limpa, porque revela o caráter de Deus. Na Bíblia encontramos a verdade pura e cristalina pela qual devemos conduzir os nossos viver. Não é uma palavra que nos torna impuros, mas que nos conduz a uma vida santa. Ele é o instrumento utilizado pelo Espírito Santo para a nossa santificação.

    5. Doce e desejável (v.10). Quem é que não desejará viver segundo uma verdade que só conduz à segurança, a uma vida santa, que oferece um caminho seguro e confiável? Devemos ter fome da Palavra, porque ela é doce e desejável ao nossos espírito. Só há vida espiritual com a Palavra de Deus.

    6. Admoestadora (v.11). Por ter característica perfeita, fiel, reta, pura, limpa e verdadeira, a Palavra revelará nosso íntimo e nos admoestará e advertirá. Devemos estar preparados para ouvir as repreensões das Escrituras.

    III. O RESULTADO DA AÇÃO DA BÍBLIA EM NÓS.

    O salmista descreve o resultado logo após cada característica. Assim a Palavra de Deus: 1) refrigera a alma, porque é perfeita (v.7); 2) dá sabedoria aos simples, pois é fiel (v.7); 3) alegra o coração, por causa de sua retidão (v.8); 4) alumia os olhos, por  sua pureza (v.8); 5) conduz-nos à verdade, devido a ser verdadeira e justa (v.9); 6) põe no coração o verdadeiro e legítimo desejo, porque é desejável )v.10); 7) põe na vida o seu verdadeiro sentido ou sabor, pois é doce ((v.10);  8) ajuda-nos a reconhecer os pecados de que não havíamos tomado consciência devido à sua ação admoestadora (v.11-13).

    A preocupação do salmista em que suas palavras e sua meditação fossem agradáveis ao Senhor (V.14) deve ser a nossa também. Isso só acontecerá quando a Bíblia for encarada com a devida seriedade. Somente os que têm a Bíblia em alto conceito e importância é que são moldados pelos seus ensinos e vivem de forma mais agradável a Deus.

    Você que mais motivos para conscientizar-se da importância e atualidade da Bíblia e passar a lê-la e meditar nela?

    IV. POR QUE A IGREJA DEVE PRIORIZAR O ESTUDO DA BÍBLIA?
    1.  Porque foi ordem de Jesus. (Mt 28.19,20);

    2. Porque o Espírito Santo dá o dom de ensino que tem como objetivo o “aperfeiçoamento” (Ef 4.11-16). O alvo do ministério da igreja é o crescimento dos crentes, e isso se dá mediante a educação; e

    3. Porque o conteúdo da educação é Cristo. O ensino cristão não é um ensino comum. Ele trata de assuntos relacionados com o destino do homem perante Deus. O conteúdo é cristocêntrico. Ele é a cabeça da igreja e o motivo de nossa existência, e nele é que devemos crescer.

    4. O ensino da Bíblia no Avivamento. É isso que vemos no avivamento liderado por João Batista (Mt 3.1-12; Mc 1.2-8; Lc 3.1-20; Jo 1.6-37). A obra de Deus já sofreu todo tipo de males pela falta do ensino da Bíblia, inclusive nos avivamentos, renovação espiritual, etc. Os males também decorrem do falso ensino, em nome da Bíblia.

    V. NORMAS DE UM AVIVAMENTO CONTÍNUO.

    Os vv 42-46 de Atos, cap 2, estão todos interligados pela conjunção “e”, indicando seqüência e parte de um todo.

    1. Havia apego e conformação à doutrina bíblica: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (v.42). “Doutrina” significa ensinar, doutrinar, instruir (com normas). Havia dedicação ao ensino constante da Palavra de Deus, às doutrinas da fé cristã ensinadas pelos dirigentes da Igreja. A expressão “dos apóstolos” indica que o rebanho submetia-se à autoridade espiritual dos apóstolos. Um volumoso ensino das Escrituras é fundamental ao crescimento e solidez da Igreja.

        A Igreja que não ensina regularmente a Palavra de Deus faz com que seus membros tornam-se superficiais e instáveis. A igreja deve ensinar mais, muito mais, a doutrina bíblica, quanto a fé cristã e à prática da vida cristã.

    2. Havia menos desviados na Igreja. “E perseveravam” (v.42). O termo aqui também abrange isso. Também não está dito que todos permaneciam firmes. Infelizmente sempre há aqueles que abandonam a fé, mas, hoje, o índice é alarmante na Igreja. Face ao descaso da Igreja, uma grande parte dessa evasão constitui-se de “menores abandonados” pela congregação, no sentido espiritual, isto é, novos crentes sem acompanhamento, sem discipulado, sem visita, sem oração, sem Escola Dominical, sem freqüência aos cultos.

    3. Havia intensa e forte comunhão entre os crentes. “Perseveravam na comunhão” (v.42). O avivamento bíblico reúne, une e unifica os crentes, mediante a comunhão do Espírito Santo. A Igreja é um corpo, um organismo vivo, e que deve ser unido em Cristo, pelo Espírito, conforme Ef 4.15,16. A comunhão cristã é vital à continuação do avivamento na Igreja, porque ela realiza a unidade espiritual de que trata Ef 4.1-6. Unidade é mais do que simples união. União vem pela fraternidade; unidade vem pela comunhão do Espírito Santo.

    4. Apego ao memorial da Ceia do Senhor. “E no partir do pão” (v.42). É um ato visível, de natureza invisível. Jesus mesmo instituiu esse memorial da sua morte, sob os dois elementos figurativos: do pão (o seu corpo), e do vinho (o seu sangue). Seu corpo que foi partido, ferido; seu sangue que foi derramado, vertido, por nós na cruz.

    5. Apego intenso à Oração. “E perseveravam nas orações” (v.42). “Orações” são formas de orar, como a confissão, a súplica, a intercessão, ação de graças, adoração, meditação, petição; tudo diante de Deus. Com a ajuda do E.Santo.

    6. Santo e profundo temor de Deus. “E em toda alma havia temor” (v.43). Temor reverente a Deus. Reverência por Deus e pelas coisas de Deus: seu nome, sua obra, sua casa, seu culto, seu povo.

    7. Crescimento constante na Igreja. “E todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja” (v.47). A Igreja não cresce hoje como antes, e isto tanto em qualidade quanto em número. Num avivamento, muitas vezes os pecadores clamam por salvação, independentemente de convite do pregador, do pastor, do ganhador de almas, como no cap. 2.37. Hoje certos “pregadores” usam até de truques para trazer as pessoas à frente. Um avivamento não consegue tudo, mas faz diferença!

    VI. A CONTINUAÇÃO DO AVIVAMENTO.

    A história da Igreja mostra claramente que, vez por outra, ela atravessa períodos  de marasmo espiritual, apresentando frieza, abertura ao secularismo, liturgismo por falta de vida, poder, fervor e unção que só o Espírito Santo comunica.

    A Palavra de Deus em Habacuque, fala-nos de alguns elementos espirituais que um avivamento deve buscar e preservar a fim de que não pereça.

    1. Humilhação do povo diante de Deus. (Hb 3.16). –  O quebrantamento de espírito do profeta, aliado à sua profunda humilhação diante de Deus e seu sentimento de indignidade, representa uma das condições para a continuidade do avivamento. Num avivamento só Deus é grande e toda glória humana se esvai. Habacuque era um obreiro de destaque no magnífico templo de Jerusalém, mas vêmo-lo aqui quebrantado em seu espírito (“meu ventre; meus ossos; dentro de mim”, v.16).

    A humildade de que Deus se agrada é primeiramente a de espírito e daí permeia todo o seu ser (Is 57.15; 1Pe 5.6). Quem é grande em si mesmo não pode ser servo, e quem é servo não pode ser grande em si mesmo.

    2. Fé inabalável em Deus. – No avivamento nem tudo são bênçãos, regozijo, maravilhas do Senhor. De muitas maneiras o inimigo reage contra os santos e a fé é testada; porém, mesmo assim, o crente fiel continua firme.

    Um avivamento não persistirá se nele vier a predominar o emocionalismo, a imaturidade, a pseudoliderança e a ausência da doutrina bíblica. O segredo é a fé e seu exercício segundo a Palavra de Deus (Mt 9.29).

    3. A força do Senhor.  “Jeová, o Senhor, é minha força” (v.19). Duas grandes lições divisam-se aqui. 1) A responsabilidade pessoal de cada crente: “minha” (e não apenas nossa); 2) O crente que sempre depende do poder do Senhor (força).

    Conclusão: Que cada dia, haja esforço de todo servo do Senhor para Ler, Meditar, Estudar e Cumprir à Palavra de Deus, o que ocorrendo vamos manter o avivamento em meio a um mundo tão cruel e tão cheio de inovações diabólicas, que sorrateiramente está invadindo nossas igrejas. Que Deus nos guarde!.


    Texto produzido por: Adilson Farias Soares - Pastor Presidente da Assembléia de Deus em Mutuá - Rio de Janeiro. Membro do Conselho Sudeste da CGADB.Conferencista Internacional. Comentarista de várias Revistas da EBD - CPAD - Fonte: Gospel Prime.


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