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    sexta-feira, 7 de setembro de 2012

    O duelo do crente com o ateu - PARTE I

    Quero nesse instante
    Abrir uma história afinada,
    De um duelo que ocorreu
    Entre um crente e uma pessoa endiabrada.
    Mas para você não se assustar
    Não fique desavisado,
    Que até mesmo no inferno
    Ficou o cão encafifado,
    Como um crente simples,
    Sem muito letramento,
    Deu uma surra de argumento
    Num ateu arrogante e indiferente
    Que nem um burro tem levado.

    Estava o cristão simpático
    Falando do seu Jesus,
    Quando entrou empinado
    Um homem coberto de luz,
    Não do brilho de Cristo
    Mas do que das ciências e da filosofia reluz.
    Ao entrar foi logo dizendo:
    Ei, amigo, dá a esse cristão
    Um prato cheio de cuscuz,
    Antes que ele saia daqui
    Com a cabeça doendo
    E trocando arroz por mastruz.

    O Cristão, por instante, não soube
    O  que deveria fazer,
    Mas de Cristo aprendera
    Que era do alto que vinha poder,
    Por isso mesmo não se acanhou
    E ao ateu intrometido mandou
    Mostrando que com um homem de bíblia
    Não se deve mexer.
    Trocar arroz por mastruz
    Só se o acostumado for você,
    Uma vez mudei
    Dos santos católicos para o homem da cruz
    E deste então sigo constante
    Seguindo esse caminho de Luz.

    O ateu inveterado logo ameaçou,
    Se for fala de religião
    Pode vir que sou doutor
    Em nenhum delas creio,
    Por isso não tenho receio
    De lhe calar fazendo favor.

    Essa hora de ameaça
    O cristão ignorou,
    Se reportando ao discurso
    De quantas religiões o ateu estudou,
    Foi falando que sua pregação
    Não apontava para religião,
    Mas do excelso Criador.

    Então não entendi, disse o ateu desconfiado,
    Como você não fala em religião
    Se está todo aprumado?
    Então, uma coisa tenho certeza
    Ou você é um maluco-beleza
    Ou anda mesmo despreparado.

    Com essa disparada uma multidão se alinhou,
    Viu que a disputa era boa
    E disso o povo gostou,
    Uns eram pelo cristão
    Outros, pelo doutor.

    Naquela discussão uma voz firme soou.
    Despreparado é o homem
    Que no céu não tem lugar.
    Embora tenha estudado muito pouco
    Sei o suficiente para chegar lá,
    De que me adiantaria tanta ciência
    Se ao chegar à morte
    Não pudesse a um palmo a minha frente enxergar?

    Bote logo meu amigo para esse crente o prato de cuscuz,
    Pois vai precisar sair daqui forte
    Se segurando em poste,
    pensando que é Jesus
    Chamando a mãe de morte
    E a mim de sua luz.

    A multidão em peso passou ao cristão vaiar
    Olha só como o crente tem medo
    De com o ateu lutar,
    Pelo jeito vai correr
    Antes de o prato chegar.

    Com toda essa algazarra
    O cristão achou por bem a sério  disputar,
    Do jeito que estava indo
    A ninguém iria ganhar
    Sairia envergonhado
    Dando ao ateu seu lugar.

    Um minuto peço a todos
    Para com o Senhor falar,
    Vou pedir-lhe inspiração para a minha mente usar,
    Pois estando Ele ao meu lado
    Do inferno nem um diabo
    Pode fazer um ateu me calar.

    Sai do meio, oh pessoal,
    Que ele vai invocar as forças do mal
    Para a mim poder usar;
    Eu sou ateu, oh crente insano
    Tua oração para mim é retalho de pano
    Que jogo ao monturo para queimar.

    Meu amigo que não crer,
    Com as forças do mal não posso falar,
    Pois eu já possuo um dono
    O seu nome é Jeová.
    Mas se guerra é o que você quer
    Prepara tua chapa que vou o fogo ligar.
    Não estou aqui para me aparecer
    Estou anunciando o Cristo ressuscitado
    E você pelo Espírito Santo
    De sua casa foi por Ele levado,
    Chegando até aqui
    Para por um comedor de milho
    Ser humilhado.

    Crente, estou eu admirado
    Como pode um cabra inculto
    Desafiar um homem tão culto
    E nas ciências letrado?
    Ou és louco desvairado
    Ou quer apenas brincar
    Se for o primeiro, não levo em consideração
    Se for o segundo, vou aos meus filhos levar.
    Mas uma coisa é certa
    Quem entra contra mim é só para se ferrar.

    Calma ai, amigo meu,
    Não adoeça de ódio seu coração
    Não fale em sua família para se sair da discussão
    E não seja precipitado
    Pois o que sei que do céu foi jogado
    Ainda hoje anda sem razão.
    Mas Houve na história um homem racional
    Que desprezou de Deus a orientação
    Fugiu para o matagal
    Foi pastar com as bestas-feras
    Quem o via o chamava de animal.
    ...
    JOSIEL BARROS

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